Conheça quem foi a brasileira que se disfarçou de homem para poder lutar na guerra!

E aí, seus nerds, tudo bem com vocês? Este ano a Disney lançará mais um de seus títulos famosos em versão live action: chegou a vez de Mulan! A animação de 1998 foi um dos maiores sucessos da Disney e tem o carinho de muitos até hoje.

Baseado na lenda chinesa de Hua Mulan, a animação conta a história de personagem de Mulan, uma garota que se disfarça de homem para poder lutar no lugar de seu pai, já idoso, na guerra contra os hunos. O filme ganhou a dublagem de vozes famosas como as de Eddie Murphy, na versão americana, e Jack Chan, na versão chinesa.

A história chama muita atenção e ganhou a admiração de muitos pela força da personagem, corajosa e destemida, Mulan não exitou em ir a guerra e batalhar de igual para igual com os soldados. O que muitos não sabem, é que aqui no Brasil nós também tivemos a nossa “Mulan”. Tá, não tem um dragão falante e nem um grilo da sorte, mas você vai entender o que digo.

O nome dela foi Maria Quitéria de jesus. Ela era natural de Feira de Santana e desde cedo, segundo relatos, já demonstrava aptidão para montaria, caça e outros conhecimentos essenciais a época, além de demonstrar um jieto bastante independente, apesar de ser analfabeta.


A nova madrasta, afirma-se, nunca concordou com os modos independentes de Maria Quitéria

Então, você tá ligado que em 1822 Dom Pedro deu o grito da independência e tudo aquilo que a gente viu na escola, né? O que muita gente não se liga é que o processo da independência não foi tranquilo e após isso os portugueses endureceram o jogo e houve várias batalhas pela expulsão das tropas portugueses. Uma dessas batalhas foi a da Bahia, terra da nossa herói na.

Quadrinho contando a história da personagem.

O Brasil começou a recrutar voluntários para servir nas batalhas e logo foram a casa do pai de Quitéria, mas ele se negou a ajudar e disse que não podia fazer nada a respeito. Porém, Maria Quitéria queria ajudar de alguma forma e pediu para o pai para se alistar, ele negou o pedido, mas mesmo assim ela não desistiu.

Sabendo que mulheres não podiam participar da guerra, ela foi até a casa de sua irmã que junto com o marido a ajudaram a cortar o cabelo e se vestir de homem para que fosse se alistar usando o nome de Medeiros (sobrenome do seu cunhado). O “soldado Medeiros” era tão bom no que fazia que mesmo depois de descoberta, o batalhão não quis que ela saísse.

Devido ao seu ótimo manejo das armas, sua destreza em batalha e de sua reconhecida disciplina militar, o major da sua tropa, José Antônio da Silva Castro (avô do poeta Castro Alves), defendeu a sua permanência e a incorporou oficialmente a tropa (com seu verdadeiro nome), inclusive acrescentando um saiote, elaborado por ela mesma, ao uniforme. Não é demais?

Mesmo sofrendo com a reprovação inicial de seu pai quando a descobriu e o preconceito de muitos, Maria Quitéria se manteve firme aos seus propósitos e conseguiu não só o direito de estar no exército , mas o respeito de todos, se tornando uma heroína de guerra. Maria quitéria sobreviveu as batalhas e após tudo isso casou-se e teve uma filha, morrendo aos 61 anos em Salvador.

Gostou da história? Demais, né? Ela é uma das personagens que podiam facilmente ganhar um filme ou uma série na TV, mas infelizmente pouca gente fora da Bahia a conhece. Lá ela é bem famosa e já chegou até a ser tema de uma festa de aniversário de uma garota de 8 anos, acredita? Ela também tem um quadrinho chamado Maria Quitéria: A Injustiçada, que você pode encontrar clicando AQUI!