Por: Jéssica Santana

Sangue e Água é uma produção Sul africana da Netflix. Conta a história de uma adolescente, Puleng Khumalo, que vive a sombra da sua irmã mais velha raptada quando tinha apenas dois dias de vida. A série se inicia quando a família de Puleng está comemorando o 17º aniversário da irmã desaparecida. No mesmo dia Puleng é convidada por sua melhor amiga para ir a festa de aniversário de Fiks, uma nadadora famosa e rica. A partir dessa festa Puleng começa a desconfiar que Fiks é a sua irmã desaparecida, ela decide mudar de escola e se aproxima de Fiks para investigá-la. A maior parte da trama se desenvolve na Park Hurst College, uma escola de elite.

A série se passa na Cidade do Cabo, África do Sul. Quando pensamos no continente africano logo vem a nossa mente pobreza, miséria ou safari; a série quebra com esses estereótipos e nos apresenta uma África pouco explorada, com paisagens exuberantes e uma classe rica que a gente não imagina que existe na África.

Baseada em fatos reais, Sangue e Água é uma série que entrega o que se propõe, não é nada incrível, mas consegue desenvolver bem as tramas e trata de assuntos “polémicos” sem ser apelativa. A série é composta, em sua grande maioria, por atores jovens e negros. Em Sangue e Água alguns estereótipos são quebrados, como por exemplo a menina branca e loira é a traficante enquanto a adolescente negra é a estrela da escola.

A temporada tem seis episódios de aproximadamente 45 minutos cada e dá para assistir em um dia nessa quarentena. É uma trama interessante, envolvente e nos apresenta uma África que nós não estamos acostumados a ver, o que torna a série bem interessante. Enfim, é algo para se assistir sem grandes pretensões. Indico para quem quer ver mais um drama adolescente da Netflix e só quer passar o tempo. Se fosse para atribuir uma nota seria um 5 (de 0 a 10), nada extraordinário, mas uma série leve para aliviar essa quarentena.