O que pode ser adaptado dos quadrinhos para o cinema no quesito diversidade?

Nos quadrinhos, os heróis sempre foram politizados de certa forma. Não é a toa que em 1941 vemos o Capitão America dando um soco em Hitler e em 1961 vemos o quarteto fantástico partindo pra uma missão espacial durante o período da guerra fria, mostrando que nos quadrinhos, os super heróis sempre foram mais do que entretenimento. Essa necessidade de refletir a sociedade é o que torna os quadrinhos em algo superior, em obras.

Na última década, vemos as maiores revistas mais uma vez na busca por esse espelhamento. Marvel e DC vem trazendo abordagens que representam como a sociedade é e se comporta hoje. Contudo, no cinema tal representatividade ainda é tímida. Mesmo com timidez, já existem bons filmes que conseguem representar bem a diversidade atual da sociedade como Pantera Negra, Mulher Maravilha e a Recente Capitã Marvel. O sucesso se reflete nas bilheterias, sendo Carol Denvers a mais recente Bilionária das telonas, ultrapassando grandes filmes do estúdio.
Tal recepção mostra que a sociedade sente-se bem ao se ver representada nas telas do cinema.

Então qual o material que os quadrinhos fornecem para o cinema? Até onde essa representatividade pode ir? Fizemos então uma lista com os vários personagens dos quadrinhos que podem ser adaptados para o cinema e que trabalham muito bem o quesito Diversidade.

Mais Mulheres SEMPRE!

Mulher Maravilha e Capitã Marvel são grandes avanços para o cinema de super heróis, contudo nas HQs a quantidade de mulheres incríveis que poderiam dar ótimas hirórias no cinema é gigantesca. Kate Bishop, Batgirl, Spider Gwen, Mulher Aranha, Jennifer Walters (She-Hulk), são exemplos de heroínas com histórias fantásticas. Sem falar nas peronagens que assumiram manto de outros heróis homens como a Coração de Ferro e A Thor (Jane Foster) mostrando que seguram o protagonismo tanto quanto os personagens originais.

Diversidade cultural e religiosa SIM!

Kamala Khan é outra personagem feminina incrível, mas no caso da personagem sua identidade paquistanesa traz consigo um discurso muito mais cultural e contra a xenofobia. Além do tema ser bem atual, a personganagem é muito carismática e já conquistou o público dos quadrinhos. Fora ela, junto com a possível volta do quarteto fantástico surge a oportunidade de mostrar um lado do Ben Grimm (O coisa) que ainda não foi explorado nos cinemas que é o fato dele ser Judeu.

Diversidade Sexual e de Gênero

Teremos uma série da Batwoman pela frente. Um dos fatos interessantes da personagem é que ela é Lésbica, nos quadrinhos ela foi expulsa do exercito por sua orientação sexual. A série é uma chance da DC se redimir o escandalo de 2013 ter proibido os roteiristas J. H. Williams e W. Haden Blackman de casarem a personagem com sua namorada, fazendo com que os roteiristas pedissem demissão. Mas não só nas telinhas como nas telonas o potencial de representatividade sexual é enorme com personagens dos X-men (Homem-de-Gelo, Colossus, estrela polar), novos vingadores (Wicann e Hulking) e outros personagens da DC além da Batwoman (Mulher gato, Constantine e Midnighter).

O potêncial é enorme e você deve estar se perguntando, “mas pra que precisamos ‘disso’ nos cinemas?” Bem, a resposta é simples: O cinema precisa refletir a sociedade onde ela se encontra. O cinema só é arte se fizer isso. E nossa sociedade é diversa, gostando ou não. Então que venha mais diversidade.