O Homem invisível é uma das estreias da semana. A história inspirada no livro de mesmo nome do escritor H. G. Hells de 1897 já ganhou muitas adaptações para o cinema, sendo a mais recente em 2000 com o filme O Homem Sem Sombra estrelado por Kevin Bacon. Agora em 2020, a trama volta com tudo, num terror/suspense/thriller psicológico dirigido por Leigh Whannell e protagonizado por Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale).

Nessa nova versão só é utilizada a premissa do enredo já conhecido e o grande acerto é trazer a problemática para os dias de hoje, usando elementos atuais, tocando em questões pertinentes discutidas hoje em dia.

Elisabeth Moss é Cecilia, que vive em um relacionamento abusivo com o cientista Adrian Griff (Oliver Jackson-Cohen) Ela consegue fugir dessa relação, mas várias coisas vão acontecendo, que fazem com que os outros não acreditem nela, ao ponto de ela começar a questionar o que a persegue e a duvidar da própria sanidade.

O filme trabalha muito bem a expectativa do espectador, o jogo de câmera é muito bem desenvolvido, explorando o suspense psicológico, fazendo o espectador ficar tenso boa parte do filme. Elisabeth Moss está muito bem, ela é uma das poucas atrizes dessa geração que sabem expressar sentimentos no olhar e nas feições (como já vimos muito em The Handmaid’s Tale).

O Gaslighting é bem explorado nessa obra, consiste em uma forma de abuso ou manipulação psicológica, no qual o abusador omite ou inventa informações e acontecimentos com o intuito de fazer a vítima duvidar da própria percepção e sanidade. Esse termo é utilizado desde 1960 e surgiu devido a uma obra teatral com o título de Gas Light de 1938, que depois originou vários filmes, o mais conhecido foi de 1944. Nessas obras o enrendo é que o personagem principal é um marido que tenta convencer sua esposa e outras pessoas de que ela é louca, manipulando elementos do seu ambiente.

À medida que a trama vai avançando a trilha sonora vai crescendo, sendo um dos pontos importantes dessa obra e um elemento que ajuda a aumentar a aflição do espectador, assim como, toda a perspectiva do vilão ser uma coisa inesperada, o que faz a personagem principal se manter em estado de alerta o tempo inteiro.

As cenas de ação são bem executadas mas não chegam a ser sensacionais. O filme não é cheio de plot twist, o desfecho não é surpreendente, mas é excelente. Quem gosta de drama psicológico vai apreciar essa obra. O Homem Invisível pode ser considerado um dos novos filmes que fazem parte dessa leva da renovação do gênero do terror e suspense. Vale a pena conferir.