O.J. Simpson, Suzanne von Richthofen, Charles Manson, o Mundo está repleto de casos e julgamentos criminais que chocaram o mundo, e o filme alemão O Caso Collini, tenta trazer um caso que chocaria a Alemanha.

O filme se passa em Berlin, no ano de 2001 e nos apresenta CasparLeinen (Elyas M’Barek), um recém-formado advogado criminal, que aceita o seu primeiro caso, um homem chamado FabrizioCollini (Franco Nero) assassinou um famoso empresário e filantropo, Caspar aceita o caso, sem saber, que o homem assassinado, era Hans Meyer (Manfred Zapatka), a pessoa que lhe serviu de figura paterna, o criou e pagou os seus estudos. Inicialmente relutante e ir adiante com o caso, ele decide aceitar, mesmo que signifique ir contra Johanna (Alexandra Maria Lara), neta de Hans, e antigo amor de Caspar, e ao longo do julgamento, segredos são revelados.

O filme tenta nos enganar, nos fazendo pensar o tempo todo de que o que é nos mostrado é um história real, e obtém êxito nisso, você realmente acredita que os personagens são verdadeiros, principalmente o Fabrizio, interpretado de maneira incrível pelo o veterano Franco Nero; mas ao terminar o filme, você deseja pesquisar o caso, e descobre que é baseado em um livro de ficção, mas isso não diminui o filme, muito pelo o contrário, o diretor entendeu que esse livro precisava de um tratamento de história real, e é exatamente o que ele dá.

As atuações não deixam a desejar, pelo menos a da maioria dos personagens não deixa a desejar, Elyas M’Barek entrega o que personagem precisa, um advogado tímido, inexperiente e idealista, que acredita na lei e a obedece, inicialmente com raiva, ao ver que aceitou defender a pessoa que matou o seu “pai”, no entanto ao longo que as provas são apresentadas, ele decide fazer o que é certo. Já Franco Nero compõe um personagem extremamente complexo, calado, e angustiado, que aceita o fardo de ser um assassino, e ao longo do filme sua interpretação que já era excelente, ganha cada vez mais forma e expressão. E se temos boas atuações da dupla principal, o mesmo não pode ser dito da Johanna, interpretada pela Alexandra Maria Lara, que não é uma má atriz, mas aqui ela está um tanto perdida, ela sabe expressar a raiva de ver o seu “irmão” defendendo o assassino de seu avó, mas sabe expressar amor nos momentos certos, sua interpretação não é ruim, mas fica ofuscada pela a dupla de protagonistas.

Resumindo, O Caso Collini é um filme de tribunal básico, mas que surpreende pela a forma de como ele é contado, que te prende ao longo que a trama avança, e te faz ficar pensando nele por horas, após os créditos terminarem de subir.