Messiah possui uma premissa bastante interessante e que poderia ser uma das grandes obras do momento, mas é só mais uma série vazia apoiada na curiosidade dos ganchos deixados em cada episódio.

Você já parou para pensar se um novo Messias aparecesse nos dias de hoje, em pleno oriente médio, na era das redes sociais e da globalização? Como isso seria tratado pelo mundo? Que perigos alguém que reúne milhares de pessoas ao seu redor e é endeusado como o escolhido pode significar para a estrutura social como conhecemos?

É baseado nesses três pilares: fé, política e mídia que Messiah estreou na Netflix esse ano. Na história, o homem chamado Al Masih começa a ficar conhecido por andar pela cidade espalhando palavras de amor e fraternidade se colocando como alguém que vai além de religiões, sendo tratado como um novo Cristo (apesar dele não se denominar em momento algum dessa forma). As pessoas começam a seguí-lo e ele vai ficando cada vez mais famoso a medida que seus supostos milagres vao viralizando na internet.

A CIA obviamente logo se preocupa com esse homem que começa a reunir milhares de seguidores ao seu redor (inclusive sendo sucesso nas redes sociais). Se ele tiver intenções próprias? Se for um terrorista? Quais seus planos? Logo o homem passa a ser investigado e se torna uma preocupação de segurança nacional.

A premissa da Messiah é muito boa e a série levanta questionamentos bastante interessantes, porém ela nunca sai do raso e não aprofunda nenhum deles, andando em círculos sob um discurso vazio o que a torna extremamente cansativa e enfadonha em vários momentos, fazendo você continuar a ver apenas pelos ganchos e promessas deixadas ao fim de cada episódio.

O elenco também não ajuda em absolutamente nada. Mehdi Dehbi, ator que vive o Al Masih, não produz expressão alguma e não possui carisma algum para um líder espiritual, não sei se a direção o orientou a seguir essa linha, mas é um desastre. Tomer Sisley , o agente controverso Aviram, e Michelle Monaghan, a agente da CIA Eva Geller (que deve possuir esse nome por algum motivo especial) até tentam dar alguma dramaticidade a seus personagens, mas não conseguem.

Enfim, Messiah é mais uma daquelas séries que sobrevivem da curiosidade do público e lançam várias perguntas a serem respondidas (é o que se espera, pelo menos) mais a frente. raso, com atores canastrões, mas com uma premissa interessante que tem potencial para ser melhor aproveitada.