Estreou nessa última sexta-feira (03) a tão esperada 4ª parte de La Casa de Papel, o hype estava altíssimo e o público já aguardava com ansiedade para descobrir o desfecho do roubo ao Banco da Espanha, comandado pelo Professor e sua equipe.

A temporada começa do mesmo ponto que foi paralisado na 3ª parte, porém com muito caos, corre-corre e gritaria. Sim, sabemos que LCDP sempre foi caótica, porém nessa temporada se superaram em vários quesitos, entre eles, na falta de veracidade, inclusive verossimilhança mandou lembranças né?

Vimos todos os personagens surtando e se confrontando com seus medos e uns com os outros, pense em um roubo para ter tanta dr entre os componentes da equipe. Eles até esquecem em vários momentos o motivo de estarem ali.

Seguimos vendo o plano do professor, assim como, acompanhamos Lisboa sendo pega e interrogada pela inspetora Alicia Sierra. Enquanto isso, o caos e a confusão dominam o interior do Banco da Espanha. Fomos apresentados a alguns personagens novos, outros que já tinham aparecido na parte anterior ganharam um certo destaque, entre eles, Gandia. Enquanto isso seguimos nos perguntando: – O que Arturito ainda faz nessa série? Porque se o público já tinha ranço do personagem, o ódio por ele só cresce. E até levanta o questionamento se tais ações que o personagem faz vão acarretar algo para a trama ou se só estão ali sem ter uma razão.

Ao mesmo tempo que usam do artifício de matar um personagem de grande importância na série para causar impacto no espectador, servir como motivação para os demais personagens e ser uma injeção de drama na série. Se preocuparam em emocionar o público, mas ficou tão forçado que o tiro saiu pela culatra, porque causou mais raiva do que tristeza.

Porém, não podemos negar que o elenco continua excelente, os personagens são cativantes, os atores estão cada vez mais confortáveis em seus respectivos papeis. A trilha sonora também é de boa qualidade. Entretanto, as cenas de ação foram bem inferiores em relação as temporadas anteriores. A montagem foi tão picotada que nem deixa o público entender com clareza porque tal personagem não chega a ser baleado em determinado momento.

Os primeiros episódios não conseguem prender a atenção do espectador. O ritmo começa a engrenar do episódio 4 em diante, sendo o último (8) – O Plano Paris o melhor dessa temporada. Infelizmente tentam resolver grande parte dos problemas nesse último episódio e até isso acaba sendo um ponto negativo.

O ponto alto da série continua sendo as reviravoltas provocadas pelo professor e seus planos geniais, mas a temporada poderia ter tido um roteiro bem mais desenvolvido. A duração foi perfeita e pedia mais ousadia no que diz respeito ao storytelling da trama, mas não podemos negar que LCDP é um sucesso mundial e que ainda vai ser muito comentada.

Além disso, já está disponível na Netflix o documentário El fenómeno, no qual mostra o making off das gravações, o processo criativo dos roteiristas e diretores, entrevistas com o elenco e todo o trabalho da equipe envolvida para produzir a série. A Netflix ainda não confirmou uma renovação, mas o público já aguarda uma 5ª parte, porque ainda tem muitas lacunas que precisam ser preenchidas.