Estreou recentemente a 4ª e última temporada de Atypical, série criada por Robia Rashid. Ela idealizava para a história de Sam 5 temporadas, mas a Netflix optou por encerrar a série e dar um final a trama.

Sam é um jovem no espectro do autismo. Acompanhamos a sua vida, sua família e toda a sua evolução natural desde o fim da sua adolescência e o ingresso na vida adulta. Nessa temporada, Sam decide alcançar mais independência e sair da casa dos pais, indo dividir apartamento com o seu amigo Zahid. Porém, ele não para por aí e querendo conquistar mais autonomia decide tomar outras decisões, surpreendendo a todos e ao mesmo tempo travando uma batalha consigo mesmo, a fim de conseguir vivenciar a experiência, conforme o seu maior sonho seja realizado.

Atypical sempre foi aquela série conforto do público, com uma narrativa simples, delicada, tocante e emocionante. Trazendo leveza, mas tendo sucesso em passar a sua mensagem. Os personagens estão em constante desenvolvimento, sem superficialidades, tornando palpável, várias problemáticas expostas. É uma dramédia de ótima qualidade, com um equilíbrio perfeito.

Casey, irmã de Sam, ganha ainda mais espaço na trama, expondo o seu lado em relação as expectativas criadas em cima dela e como isso pode afetar suas escolhas pessoais, assim como, o seu relacionamento. O arco de Casey é muito enriquecedor e desenvolve bastante uma trama secundária ao mesmo tempo que ela é um alicerce no arco do protagonista.

A temática dessa season finale é autodescoberta, expondo as escolhas, os desafios e de como cada um reage ao desconhecido nas situações adversas. Com um elenco em pura sintonia, eles entregam todo o sentimento, sendo fácil se envolver nos dilemas e difícil não chorar com o fim, fica claro, que a história ainda tinha vários caminhos a serem explorados. Mas o final consegue ser redondinho e vai deixar saudades.